JORNAL COMARCA DE GARÇA PUBLICA MATERIA SOBRE GOLPE DA PMAR.COM

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JORNAL COMARCA DE GARÇA PUBLICA MATERIA SOBRE GOLPE DA PMAR.COM

Mensagem  Admin em Qui Dez 15, 2011 9:17 pm

A MATÉRIA PODE SER LIDA NA INTEGRA NO SITE DO JORNAL COMARCA DE GARÇA NA INTERNET
http://www.jornalcomarca.com.br/?pagina=noticias&id_materia=157904&id_secao=29


Compra pela internet: garcense cai em golpe de quadrilha

Fábio Conte coordena mobilização para ressarcir prejuízo das vítimas
Somente após fazer o pagamento, garcense descobre que empresa já lesou milhares no País

Com a proximidade das festas de final de ano algumas pessoas buscam fugir da correria das lojas e realizam suas compras por meio de sites de venda on-line. A internet traz diversos benefícios, agiliza as compras, mas o cuidado é importante. O crime de estelionato é o mais comum registrado em casos de compra e venda de produtos pela internet.
A polícia recomenda muito cuidado, e dá dicas para não perder dinheiro: o consumidor deve estar atento para algumas ofertas absurdas encontradas nos sites, preços muito baixos podem esconder perigos. Essa foi a tática usada por uma loja virtual que já teria lesado milhares de pessoas em todo o País, inclusive em Garça. Entre as vítimas está o radialista e relações públicas da Prefeitura de Garça, Fábio Conte, que já procurou a polícia para fazer a denúncia e registrar sua indignação diante do fato da página ainda estar no ar.
“Infelizmente também fui vítima dessa quadrilha, e antes de ser informado do golpe já tinha depositado R$ 450,00 na conta da empresa. Pelo que fiquei sabendo, as outras vítimas perderam os valores de suas compras que variam de R$ 100 a R$ 5 mil”, disse Conte, que nos últimos dias vem tentando o ressarcimento do seu dinheiro, o que não deve ser tarefa fácil. Pelo que já descobriu junto às autoridades policiais, os estelionatários integram uma quadrilha especializada nesse tipo de delito, especialistas em montar lojas virtuais para vendas falsas na internet.
O golpe funcionaria da seguinte maneira: a quadrilha escolhe uma cidade e monta a empresa, com escritório, firma registrada e até mesmo central de atendimento. “Tudo para dar a impressão de que a empresa realmente existe. Eles contratam serviços de divulgação de sites conhecidos, como o Buscapé.com, que passam a apresentar o site de fachada como opção de compra na internet. Geralmente o site trabalha com uma margem de preço abaixo do valor de mercado em torno de 10 a 15%, e assim, certificados pelos principais sites de busca do País arrebanham milhares de compradores no Brasil inteiro”, explica Fábio Conte, que montou um blog (http://golpepmar.forumeiros.com) para servir de fórum das vítimas. O garcense disse que nas últimas horas vem recebendo ligações e e-mails de vítimas de todos os estados do País. Extremamente organizados, os golpistas contratavam sites de e-commerce que ofereciam a certificação digital, disponibilizando várias formas de pagamento com cartão de crédito e boleto. “Isso dava mais respaldo a ação criminosa”, diz Conte.
“O bando teve a audácia de montar uma central de atendimento só para manter o site por mais tempo no ar, lesando ainda mais pessoas. No meu caso fiz a compra dois dias antes do golpe ser descoberto”, explicou Conte. Os estelionatários chegaram a montar uma empresa de fachada em Ourinhos, onde a polícia já instaurou inquérito para apurar o caso, e pede inclusive que as vítimas encaminhem cópias do Boletins de Ocorrência para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) dig.ourinhos@policiacivil.sp.gov.br.
“O pior de tudo é que o site ainda continua no ar, e a quadrilha está lesando mais pessoas pelo Brasil”, indigna-se o garcense, que criou um blog para unir as vítimas com o objetivo de abrir uma Ação Civil Pública contra a quadrilha e contra os sites de preços e bancos que endossaram o site, dando respaldo para a quadrilha realizar o golpe. “O título de pagamento em boleto está sendo emitido por instituição bancária que também é responsável por endossar tal ação e transação”, diz Conte. Segundo ele as reclamações podem ser postadas no endereço http://www.reclameaqui.com.br/indices/lista_reclamacoes/?tp=9403f4c8cd5af61c485541e9444950c069c79ffa&subtp=c92a9bc341d739044ff5400661d44a60a808be22&id=34095. “Lá é possível observar centenas de consumidores de todo o País que falam como foram lesados”, informa Fábio Conte. Na luta por justiça e pelo ressarcimento do prejuízo das vítimas, o garcense fez denúncia junto à Procuradoria da República em Marília. Seguindo determinação do titular da pasta, Dr. Jefferson Aparecido Dias, foi instaurado o Procedimento Investigatório para apurar a denúncia.

Principal recomendação é buscar sites confiáveis
Apesar das facilidades e da variedade, a compra eletrônica pelo consumidor deve ser feita com cuidado. A orientação do Procon é buscar sites seguros. De acordo com Carlos Araújo, coordenador do Procon de Garça, se o comprador tiver alguma dúvida sobre a transação comercial o recomendado é procurar orientação no órgão de defesa do consumidor.
Nos Procons existem listas com sites confiáveis e que apresentam retorno positivo nas compras. Araújo recomenda que o consumidor também obtenha o máximo de informações sobre a empresa e o produto antes da realização da compra.
Orientações sobre o comércio virtual podem ser obtidas no Procon de Garça, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 da manhã e das 13 às 17 horas, à Rua Gabriela, antigo Samaritano.
PRINCIPAIS DICAS:
• Buscar informações sobre o site, verificando se há reclamações no cadastro do Procon de seu Estado ou município, e, ainda, coletando referências com amigos ou família;
• Verificar qual o endereço físico do fornecedor e se existe algum telefone ou e-mail para esclarecimento de eventuais dúvidas.
• Verificar os procedimentos para reclamação, devolução do produto, prazo para entrega, etc;
• Verificar as medidas que o site adota para garantir a privacidade e segurança dos usuários;
• Não fornecer informações pessoais desnecessárias para realização da compra;
• Guardar todos os dados da compra, como nome do site, itens adquiridos, valor pago e forma de pagamento, numero de protocolo da compra ou do pedido, etc;
• Guardar em meio eletrônico ou mesmo impresso a confirmação do pedido, e-mails trocados com o fornecedor que comprove a compra e suas condições;
• Verificar se há despesas com fretes e taxas adicionais, bem como o prazo de entrega da mercadoria ou execução do serviço;
• Identificar o endereço físico da empresa e seus dados cadastrais, como CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. O consumidor pode checar os dados cadastrais da empresa acessando www.registro.br;
• Exigir Nota Fiscal;
• Imprimir o contrato firmado ou arquivar em meio digital seguro que permita uma futura impressão.

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Parabéns pela iniciativa Fábio

Mensagem  ppcbraga em Sex Dez 16, 2011 11:47 am

Parabéns pela iniciativa de criar o blog e utilizá-lo como informativo para que as outras pessoas que foram lesadas pela Pmar reivindiquem seus direitos.
Abraço.
Pedro Paulo

ppcbraga
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